sábado, 2 de março de 2019

DIÁLOGO COM AS MASSAS


DIÁLOGO COM AS MASSAS


Em meu diálogo fictício com as massas, deslumbradas pelo artificialismo neste Plano, primeiramente diria...

Há muita pouca Oração Interior, no sentido do Encontro com os valores que, de fato, engrandecem a Alma.

Embora não tenha a ilusão de pretender que esse simples apelo consiga chegar aos sentidos que estão “por demais”: (*)

- Bloqueados – Pelas redes midiáticas e globais, que ditam a “moda da hora” a ser seguida a cada segundo – de fora para dentro / de dentro para fora; cujo principal objetivo é o Lucro, sob a ótica – O Ter sobre o Ser;

E

- Entorpecidos em meio a:

. Poluição – Densa fumaça “do progresso”, que mancha o céu;

. Cacofonia – Barulho da “cidade grande” – multidões aglomeradas, sob o excesso de luzes e estímulos, sem o senso da harmonia.

...     (*)  Estabeleço em meu Ponto Alienígena este canal de diálogo.    

//

Entendo assim, que com a predominância de “sugestões” dessa natureza - ficamos à mercê de sermos impulsionados à automatização irracional de valorizar um Tesouro Falso, ao longo de uma vida inteira...

Pois,

Sob a batida frenética de um Plano tão desarmônico de princípios essenciais...

Estimula-se a acirrada competição contra o semelhante, ao invés do enfrentamento do real dilema:

=> Onde e Como encontrar o subjetivo sentido 
     da mais Pura e Autêntica Oração?!?  



Claudio Pierre

sábado, 23 de fevereiro de 2019

REFLEXÃO SOBRE O DILEMA – O PAPEL DO ARTISTA NA ARTE


Em um Plano tão midiático; ou seja, muitas luzes artificiais ofuscando a verdadeira Essência daquilo que realmente UNE os Seres Humanos - a questão crucial é a reflexão (inclusive dos artistas) sobre os conceitos:

A Arte => verdadeira Estrela;
e
O Artista => mero Instrumento.

Com exceções; considero grande parte dos "artistas da mídia" - que estão por detrás do predominante "sistema de marketing" que teleguia as massas e dá muito lucro - numa condição muito aquém de Instrumentos da Arte.

Realizo quando possível um Evento denominado - A Arte Que Une.

No último tive a presença de apenas uma pessoa...

Fracasso?
Em absoluto.

Pois compartilhamos exatamente a conexão que a meu ver mais dignifica a Arte - A Autêntica Conexão Humana.

Inúmeros Artistas têm essa condição; porém exatamente nesse momento são desafiados pelas leis deturpadas de uma Selva de Pedra, perante o dilema da sobrevivência:

- Ser Um Instrumento (da manifestação do Sentimento Interior)

/ ou /

- Uma Estrela (seguindo as fórmulas pré-determinadas por "marqueteiros / empresários" - que por sinal. geralmente NADA SABEM DE ARTE) - visando unicamente enriquecimento envolto em todo um sistema de empobrecimento cultural proposto pelo entretenimento vazio (válvula de escape - que tanto seduz as massas).


Claudio Pierre



domingo, 17 de fevereiro de 2019

UNIVERSO PARALELO


Acredito que a "Sociedade Atual" seja uma sugestão coletiva - essencialmente mental e programada - aceita e cultuada ao longo do tempo por grande parte da população - que dita um conceito artificial de "felicidade", "riqueza" e "poder", baseado no que "Eu Tenho", e não, no que "EU SOU".

De modo geral, essa direção "anestesia" o desenvolvimento da capacidade de florescimento pleno do Sentimento Interior, em nome de
um Universo pobre e paralelo, onde predominam racionalizações de extrema competição "contra o semelhante", por "um lugar" nesse "sol artificial"; ao invés de cooperação com o semelhante, por uma relativa convivência fraterna neste Plano.


Claudio Pierre

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

DIÁLOGOS COM O TAO - O Sentimento não é a mesma coisa que o Pensamento


O Sentimento não é a mesma coisa que o Pensamento


O correto é o Espaço Vazio, sem julgamentos, contido na capacidade Natural do Sentir e Absorver o que cabe a Cada Ser Vivenciar em Seu Particular Caminho...

No entanto,

Nesse Plano, tão marcado pela artificialidade, a maioria das pessoas têm medo de seus sentimentos, pois buscam refúgio nos modelos mentais que aprisionam o cultivo da Essência pelas fórmulas que se baseiam exclusivamente na visão dualística do ganhar e do perder.

Portanto, respeitando e compreendendo posições contrárias...

“Penso, logo existo” é uma das tantas ficções da mente sobre o sentimento.



Claudio Pierre     

O IMAGINÁRIO DA CONCORRÊNCIA

O “imaginário” da acirrada concorrência tem sua origem em um “estimulado movimento exterior aflito”, que ao invés de desenvolver consciência do SER sobre a Natural Importância da Cooperação e das Reais e Relativas Trocas Humanas que Estamos Vivenciando – Agora Mesmo – no Presente – desvia o foco para a competição contra o outro – concentrando assim as energias - visando a exclusividade de cruzar em 1º lugar a linha de chegada.

Esse Plano é assim...
Cada livre-arbítrio – seu Imaginário...

Por isso, muitos nem se dão ao trabalho, ao menos, de refletirem sobre leituras /reflexões semelhantes a estas, 
pois racionalizam, para cada uma:

- “É muito longa, e irreal... Tenho pressa de viver o meu exclusivo Amanhã!”.



Claudio Pierre
- “É muito longa, e irreal... Tenho pressa de viver o meu exclusivo Amanhã!”.      Claudio Pierre
- “É muito longa, e irreal... Tenho pressa de viver o meu exclusivo Amanhã!”.      Claudio Pierre

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

O QUE POUCOS DIZEM... (II) A EDUCAÇÃO, O CONHECIMENTO – O ATO DE AMOR DE ESTUDAR...


// Eis aí um tema complexo, que não se esgota nessa reflexão preliminar. //

O Ato de Amor de Estudar deveria ser, ao meu ver, acima de tudo, uma capacidade / virtude / habilidade a ser estimulada e oferecida Universalmente para cooperação e estímulo entre os seus adeptos, no sentido de crescimento mútuo aos potenciais subjetivos de cada Ser em prol da Condição Humana.

Porém, devido às distorções do movimento de uma Sociedade que geralmente privilegia a hipocrisia, esse sentido é desvirtuado por toda uma racionalização predominante de “competição e luta”, em prol de um falso status de poder sobre o semelhante.  


Dessa forma, com exceções, predomina a moeda de troca para quem pode pagar mais por ela, ao invés da oferta à democratização do conhecimento e do acesso ao seu conteúdo para todos em níveis aceitáveis.


Sob essa mediocridade vigente, quanto maior o predomínio da “politicagem” sobre a Política, mais estabelecem-se conceitos desvirtuados por associações equivocadas no seio da Sociedade, de como seria a essência desse Ato de Amor.


Portanto, do modo como instaurou-se essa distorção, esse passivo é irrecuperável em escala de Universalidade neste Plano.  

Claudio Pierre


/
Meu comentário

Alguns exemplos dessas distorções e associações equivocadas no País onde vivo:

. A pirâmide invertida – prioridade ao ensino superior em detrimento a formação básica de qualidade para todos.

. O estímulo ao crescimento de “Empresas de educação”, que ao invés da difusão da excelência do ensino, vendem diplomas “a preço de mercado” para alunos que na medida de suas posses colecionam títulos de graduação, sem exigência e controle sobre a aquisição efetiva de conhecimento na sua respetiva área escolhida.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

FLASH 58 (em 3 tempos)


I – Os mecanismos

Vivi o bastante para compreender um pouco sobre os mecanismos que distorcem o nível desejável das relações humanas, em função de um conjunto de “regras” e “etiquetas” provenientes unicamente das “racionalizações mentais” de nossa espécie, focadas na projeção equivocada de que a trajetória da vida se resuma em uma  autêntica batalha: 
- A luta para sempre “ganhar”; e nunca “perder” - apartada da necessária conexão com a conscientização da Unidade da Mente com O Ser e o Sentir.


Parece ser uma tendência que as “supostas autoridades”, com o apoio da “Sociedade”, ao invés de concentrarem primordialmente esforços no sentido de estímulo ao desenvolvimento de um autoconhecimento básico do Ser, acerca do compromisso que deveríamos ter com a própria existência; criem e estruturem “leis” e “mandamentos” de forma compulsiva e indiscriminada sem uma necessária revisão; aperfeiçoamento: e correção das leis já elaboradas anteriormente.

Sob essa condição o que se verifica é:

- Um Universo de Leis sem pé nem cabeça, desconectadas entre si – atropelando-se mutuamente...

Além disso,

O problema é que tais idealizadores, geralmente são os 1os. a descumprirem os fundamentos que elaboram...

O problema é que “politiqueiros” entram em cena, travestidos de “supostos defensores do povo” e “guardiões” dessas leis - unicamente para obterem vantagens pessoais e corporativas ao seu respectivo segmento ideológico.

///

II – O Abecedário Artificial

Decididamente o abecedário das classes sociais e o sistema de castas – só reproduzem o que ocorre na Natureza, mesmo sob as Leis da Selva, com muito “boa vontade” de uma mente predisposta a defender sua “racionalização artificial”.

//


III – Visões distorcidas de luxo, conforto e riqueza

Ainda ocorrem as visões distorcidas das massas sobre o que seriam exemplos de conforto, luxo e riqueza, como:

Um Iate para quem mora na serra...;

Um Avião particular para passeio exclusivo e particular a cada semestre...

4 carros de luxo na garagem de uma suntuosa mansão...

Sob o meu Ponto Alienígena, esses sinais de conforto, luxo e riqueza, são muitas vezes a expressão característica:

- Do lixo, no conceito "luxo" de um Sistema.


Pois a ostentação e a ganância que gera luta de classes, cobiça e inveja em busca de um lugar neste sol artificial...

É um sintoma de que deixamos de lado a valorização de elementos essenciais para preservação de nossa própria Humanidade.   

//

Deixo abaixo como destaque para essa reflexão, trecho contido no Livro “O Profeta”; do Grande Escritor e Místico Gibran Khalil Gibran
(só tomei a liberdade de grifar palavras / sentidos que julguei relevantes ao contexto)

// 

“E dizei-me, povo de Orphalese, que possuís, vós nessas habitações? E que objetos guardais atrás dessas portas trancadas?
Acaso possuís a paz, esse impulso tranquilo que revela vossa potência?
Possuís as recordações, essas abóbadas cintilantes que amarram os cumes do espírito?
Possuís a beleza que conduz o coração dos objetos confeccionados com madeira e pedra para a montanha sagrada?

Dizei-me, possuís tudo isso em vossas casas?

Ou tendes somente o conforto, e a cobiça do conforto – esse desejo furtivo que entra em casa como visita, e depois torna-se hóspede, e depois dono?
Sim, e torna-se também domador e, com força do açoite, reduz a títeres vossos desejos mais amplos.

Embora suas mãos sejam de seda, seu coração é de ferro.

Ele embala-vos até dormires, só para roubar vosso leito e zombar da dignidade de vosso corpo.
Zomba também de vossos sentidos normais e deita-os na penugem macia como um vaso frágil.

Na verdade, vossa paixão pelo conforto assassina as paixões mais nobres de vossa alma e, depois, zombeteira, marcha no seu enterro.”
                                                 
                                            Gibran Khalil Gibran